Ligação e Potencialidades das Novas Tecnologias para uma melhor Cidadania
Paz (2008) citado por Tiago
Falcoeiras (2017) afirma que "Falar de novas tecnologias é falar do computador pessoal, cada vez mais
portátil, dos telemóveis que são
muito mais do que isso (...), dos videojogos, pólo de eterna discussão sobre as suas virtudes educativas ou de como ligar a
aprendizagem ao lúdico, das aplicações
informáticas utilizadas com fins educativos, das plataformas de gestão da aprendizagem (...), que permitem o
alargamento do espaço e tempo de aprendizagem para além da tradicional sala de
aula e, em especial, da Internet.“. Com o aparecimento destas novas tecnologias
e da sua explosão nas sociedades, existe um pequeno grupo de pessoas que sofrem
exclusão por não saberem ler, escrever nem compreender uma frase escrita. Este
número tem vindo a diminuir e sofre uma redução de cerca de 3,8%, de 2001 para
2011, sendo os idosos quem sofre mais com esta exclusão pois são os que
apresentam os níveis de escolaridade mais reduzidos. Pode-se então afirmar que
estes idosos não são dotados de Literacia Mediática, visto que esta se define como “(...) conjunto de
capacidades, de competências-chave, que permitem ao cidadão aceder, analisar,
interpretar, avaliar criticamente, criar e comunicar mensagens em diversos
contextos.” (Lopes, 2015) .
Nos dias que correm existe uma
necessidade de se aceder às diversas formas de comunicação, ou seja, não basta
uma pessoa saber ler e escrever, os cidadãos, quer crianças quer adultos têm
que saber informar-se, expressar-se e comunicar através das novas tecnologias.
Com
a necessidade de uma maior e melhor cidadania foi criado o projeto “TIC@CIDADANIA”.
Este foi desenvolvido pela Câmara Municipal da Maia com o objetivo principal de
promover e despertar o trabalho nos alunos do 1.º Ciclo, tendo também como objetivos
a utilização das TIC como ferramenta do quotidiano no que diz respeito à
aprendizagem, estimular a capacidade de iniciativa nas crianças, desenvolver a
criatividade, promover a socialização e a comunicação para fora da escola,
trabalhar valores e a responsabilidade social, potenciar a participação dos
alunos e das famílias na comunidade local, criar uma cultura de segurança e
alertar para os comportamentos de risco. Os conteúdos programáticos são
digitais e à medida que o projeto for avançado os professores irão valorizar a
componente lúdica (associada ao jogo), a interdisciplinaridade (a capacidade de
relacionarem duas ou mais disciplinas do seu currículo), o trabalho em grupo e
a utilização de estratégias dinâmicas, assim sendo o projeto tem dois parceiros
a trabalhar em conjunto, as TIC como uma ferramenta contemporânea e criativa e
os conteúdos curriculares de cada turma. Os manuais digitais são instalados no
Magalhães o que permite às crianças rever e refazer as atividades que foram
abordadas e realizadas no decorrer das aulas, levando a um maior entendimento
dos conhecimentos adquiridos. A metodologia utilizada é o aprender fazendo,
pelo que isto implica que o aluno tome conta daquilo que aprende, ou seja, que
faça um plano, que o execute, que trabalhe em grupo e que controle quando e
aquilo que quer fazer, o professor neste projeto é um supervisor.
Com este projeto as crianças têm mais prazer ao
realizar as atividades, esforçam-se e voluntariam-se mais para alcançarem os
seus objetivos. É também criada uma plataforma online, o Site da Turma, onde
são partilhados todos os trabalhos desenvolvidos, o que permite a receção de um
feedback sobre o trabalho que se está a desenvolver por parte dos Encarregados
de Educação e de outros Professores.
“(...) as atividades desenvolvidas pela
Lusoinfo Multimédia e que são parte integrante do Manual Digital ajudaram
imenso a que as minhas aulas fossem inovadoras, criativas, que apelassem
continuamente à cidadania (...)” (Teixeira, 2013)
Este projeto é
bastante interessante, e nós enquanto futuras professoras/educadoras
consideramos que o facto de ser criada uma plataforma onde os trabalhos realizados
são partilhados com a comunidade escolar e com os encarregados de educação é
bastante importante pois não torna a escola um meio fechado e permite o
envolvimento exterior.
A
escola assume a responsabilidade na formação dos seus alunos e da comunidade
escolar. Estas podem e devem preparar os seus alunos para a cidadania
utilizando as novas tecnologias através da utilização de projetos e atividades
lúdicas, não só com a comunidade escolar, mas também com as famílias e
outras entidades, podendo ser desenvolvidas em torno das necessidades e dos
problemas dos alunos. Os analfabetos do futuro serão aqueles que não souberem
usar as novas tecnologias, ou que não as aprenderam a usar.
Bibliografia
Câmara Municipal da Maia. (2011/2012). Atividades de Enriquecimento
Curricular. Obtido em Outubro de 2017, de http://www.educar.maiadigital.pt/NR/rdonlyres/DB871B0D-FBC9-485E-99E9-C19F0D307E5D/0/Planoanual_tic_cidadania_20112012.pdf
Falcoeiras,
T. (2017). Aprender e Ensinar com as TIC nas Escolas.
Falcoeiras,
T. (2017). Literacia(s), Cidadania e Educação - Amplitude dos Conceitos.
Lopes,
P. C. (Terceiro Trimestre de 2015). Literacia Mediática e cidadania: uma
relação garantida? (R. d. Lisboa, Ed.) Análise Social , L.
Paz,
J. (2008). Educação e Novas Tecnologias. Obtido de Setúbal na Rede:
www.setubalnarede.pt
Teixeira,
C. (29 de Janeiro de 2013). lusoinfo multimédia. Obtido em 20 de
Outubro de 2017, de
http://lusoinfo.com/index.php?option=com_content&view=article&id=81:testemunhoprofcris&catid=81&Itemid=455
Instituto Politécnico de Setúbal
Escola Superior de Educação
Língua Portuguesa e as Tecnologias de Informação e Comunicação
Docentes: Maria do Rosário Rodrigues e Tiago Falcoeiras
Autores: Madalena Vieira e Tânia Moço
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